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terça-feira, 28 de junho de 2016

Ponto Nulo no Céu. Retorno com "Roupa Nova".
  
Desde o retorno da banda  em 2014,  após um hiato de dois anos, a nova formação, agora com Felipe e Lucas Taboada na guitarra e na bateria, alem de Luis Alberto (Fau) no baixo, foram lançados dois singles, "Fluxo natural" e "Nous Sommes La Résistance", amostras que logo de inicio davam  a entender que a banda estava mergulhada em novas influencias e consequentemente  novos caminhos sonoros seriam explorados.  
Como diz o ditado, "Dito e feito",  com mais de meses desde o lançamento virtual realizado via You Tube, somente agora me considero apto a falar a respeito do "Pintando Quadros do Invisível", digo isto pois particularmente o "baque" foi muito grande. A chamada primeira impressão é quase indescritível, especialmente para aqueles que conheceram a banda na época do Ep'  Ciclo Interminável, o qual apresentava um metalcore cru e pesado. Podesse em um primeiro momento pensar que banda regrediu e justamente para não cometer essa injustiça que esperei um tempo pra "melhor apreciar" o trabalho.
Acredito que o novo álbum tem três marcas principais, a primeira conforme já mencionado e a mudança de estilo, que segue um caminho totalmente diferente do metalcore praticado nos dois primeiros trabalhos de estúdio da banda. Os incríveis e técnicos guturais do vocalista Dijjy, foram deixados a margem  e aparecem somente em alguns momentos específicos. Para aqueles que como eu gostam de rotular gêneros, até para uma melhor facilidade de entendimento, o disco encaixasse plenamente como New Metal, aquele mesmo que marcou o final dos anos 90 e inicio dos anos 2000 especialmente  por bandas como Korn, SOAD, Slipknot entre tantos outros que incorporaram elementos externos ao metal para suas composições. A Ponto Nulo no Céu fez o mesmo, porem abriu ainda mais o lek de opções sendo possível encontrar no disco elementos que vão desde o reggae, rap, pop até o próprio new metal, tudo em plena sintonia. 
A segunda marca do trabalho e a forma quase que poética no qual as musicas são apresentadas, deixando ainda mais exposto o amadurecimento musical da banda e também o peso conceitual (uma gigantesca reflexão) que o disco carrega. O que não poderia ser diferente já que desde o inicio a banda sempre buscou através das letras expor uma criticidade com relação a nossa existência como pessoas e como seres sociais.
A banda sempre divulgou o lema "Paz e União", sendo justamente a união a terceira marca desse trabalho, não tem como falar do álbum sem mencionar as participações especiais.

Iniciasse os trabalhos com "Por entre os Dedos", faixa que tem a excelente participação do DJ A.N, atualmente na banda Experimento Vinte, apresentasse sonoramente como um tipico New Metal mas com uma letra incrivelmente elaborada, onde abordasse a falta de criticidade das pessoas. Em seguida "Horizontal" nos mergulha em um gigantesca atmosfera poética proporcionada pela melodia interpretada por Dijjy, a musica questiona a passividade das pessoas para com as falhas e preconceitos da sociedade. A terceira faixa "Telas", dispensa apresentações, foi primeira musica do disco a receber um vídeo clipe e talvez e a que tenha a letra de mais fácil compreensão, justamente por ser tão direta na critica a alienação dos veículos de comunicação tornou-se uma da mais impactantes. Na Sequencia "Overview Effect" e "Sob o Mesmo Sol" trazem quase que uma só mensagem, o fato de "sermos todos iguais embarcados no mesmo barco", a segunda porém vai mais alem busca criticar algumas atitudes urbanas. A faixa conta com a participação dos rappers Keops e Raony que acrescentam ainda mais ao resultado final.
  "Dormência" traz a participação de Vini Castellari, guitarrista do Project46, particularmente é a melhor musica do álbum, apresenta uma perfeita combinação entre instrumentos, melodia e letra, alem de ser faixa em que Dijjy mais faz uso de guturais. Logo após vem "Ranhura" faixa instrumental que é seguida por "Norte", a musica discorre sobre os objetivos a serem atingidos e as mudanças que muitas vezes precisam ocorrer para que possamos seguir em frente, neste contexto percebemos a semelhança com a mudança sonora que a banda sofreu. "Estado Surdo da Memoria" é outra incrível poesia que aborda as mudanças conceituais que os seres humanos estão sujeitos, nossas convicções estão sempre sendo influenciadas e moldadas. Tal ideia continua sendo trabalhada em "Conselho de Quem ja Esteve La". 
Na sequencia o álbum apresenta "De São Paulo a Xangai", faixa que conta com a participação de Caio MacBeserra, vocalista do Project46. Por conta da própria participação é a faixa que mais utilizasse de vocais guturais. A letra aborda o consumismo que por todo o planeta (dai o nome da musica) erroneamente é vinculado com felicidade.
O disco fecha com "O Sonho é Uma ilha", que tem a participação de Julian Brzozowski no Saxofone, que por sinal ficou esplendido, proporciona uma bela atmosfera reflexiva na musica. De modo geral a letra discorre a respeito da possibilidade de uma sociedade mais justa, e das etapas a serem vencidas pra chegar até esse objetivo, ou esse sonho como tal chamado na canção.
 "Pintando Quadros do Invisível" é um trabalho que caminha entre a musica e a poesia, conta com incríveis melodias e uma brilhante produção de Aldair Daufembach, merece a chance de ser ouvido e divulgado a demais.

Ponto Nulo no Céu é:

Dijjy Rodriguez - Vocal
Felipe Taboada - Guitarra/Vocal
Lucas Taboada - Bateria/Vocal
Luiz Alberto (Fau) - Baixo








quarta-feira, 8 de junho de 2016

Eutenia apresenta o Clipe de "They Wanna Watch Me Fall".

O vídeo e o segundo single do ultimo registro de estúdio da banda, o Ep' "Chymia II", lançado no inicio desse ano.